| Visão Contábil |
Diva Maria de Oliveira Gesualdi
Contadora e Conselheira do CRC-RJ |
Juízo de Valor e Consciência Ética |
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Numa escala de 0
a 100 o que é muito? A resposta poderia ser um vago: Depende.
Depende de que parâmetros utilizaremos para o julgamento. Num
recipiente de comida, um grama de sal a mais pode ser muito. Na luta
pelo equilíbrio biológico, centenas de milhares de anticorpos
podem ser pouco.
Tudo vai depender de nossos valores de referência, mas de onde virão
esses valores? Onde iremos buscar nossos parâmetros? Como formar juízo
de valor sobre as coisas cotidianas, sem que as referências esbarrem
em juízos já formados e travestidos de "padrão"?
Ao nos depararmos, todos os dias, com notícias como: "dos cinqüenta
municípios fiscalizados, cinco tiveram suas contas aprovadas e quarenta
e cinco reprovadas"; "pessoas morrem por agressões sofridas"; "empresas
fecham devido a procedimentos irregulares"; "pessoas são prejudicadas
por atos injustos praticados" somos levados a acreditar que isso é muito,
e que temos um mundo irremediavelmente contaminado. Mergulhados na descrença,
importamos os valores errados como referência e nos surpreendemos com
o bem, como se ele fosse a exceção e não a regra.
Entretanto, ainda há muitos que vivem a moral Kantiana, de fazer o que é certo,
apenas por que é certo e não porque isso o conduzirá a
qualquer plano de satisfação. Usando a consciência ética
para tomar decisões imparciais, justas e dentro das normas estabelecidas.
Decisões mal tomadas podem causar prejuízo a toda uma sociedade
e por muito tempo.
Devemos incentivar e divulgar valores positivos. A mídia, com o seu
poder formador de juízos de valor, deveria informar a sociedade sobre
ações, resultados e pesquisas desenvolvidas em áreas diversas,
fornecendo exemplos de atitudes positivas que impulsionam a humanidade. Tudo
o que pudesse contribuir para a formação de uma maior consciência ética.
No fundo, todos queremos estar ao lado de quem tem suas "contas aprovadas",
queremos que nossas crianças admirem e imitem os mocinhos e não
os bandidos. Para isso precisamos que nossos valores de referência reflitam
a realidade, a realidade dos profissionais, e, em especial, os de contabilidade,
que buscam transmitir os resultados e as informações com a qualidade
e lisura que a sociedade merece e espera. A realidade dos estudantes que buscam
o conhecimento e o crescimento pessoal; das instituições de ensino
que se preocupam em preparar nossos futuros profissionais, não somente
na técnica, mas também na ética. A realidade da sociedade
que ao buscar seus profissionais, inclui nessa escolha padrões éticos,
para que os resultados apresentados tenham credibilidade. A realidade de governos
que buscam na justiça, honestidade e bem comum, a mola mestra de suas
decisões. A realidade das pessoas que, a exemplo da canção,
têm uma estranha mania de ter fé na vida
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| Direitos & Deveres |
Walter Carlos Conceição
Contador e Conselheiro do CRC-RJ |
O debate público sobre tributação no Brasil continua
marcado por mitos e lacunas. Muito se fala em reformar profundamente
o sistema tributário que pouco se conhece.
Dentre os congressistas a maioria é favorável a uma reforma
ampla e profunda, porém somente uma parcela ínfima julga-se
muito bem informada sobre o sistema tributário que gostariam de mudar
tão radicalmente.
A estrutura de arrecadação do atual sistema tributário
nacional foi delineada, em grande medida, na reforma realizada no final da
década de 60. Desde então, passando pelas alterações
introduzidas pela Constituição de 1988, foram sendo feitas
diversas modificações na legislação, que, embora
não mudassem profundamente tal estrutura, paulatinamente foram comprometendo
a qualidade da tributação brasileira.
Há mais de uma década, discute-se a necessidade de se fazer
uma reforma tributária. Assim, cresceu o entendimento em torno de
que o sistema é extremamente prejudicial à participação
da economia brasileira nos fluxos financeiros globais e, em particular, de
produtos e investimentos diretos.
A despeito da reforma tributária que se vem discutindo atualmente
no Congresso Nacional, não há evidências de que a carga
tributária possa diminuir nos próximos anos. Os encargos da
dívida pública, a existência de uma demanda reprimida
por gastos, notadamente nas áreas sociais, tornam a receita tributária
inflexível à queda.
Curioso notar, entretanto, que buscam concluir que todos sempre ganham, apesar
de ninguém perder.
Por outro lado, o modelo tributário brasileiro é alvo de críticas
por parte da sociedade civil, já que a carga tributária é uma
das mais altas do mundo. Contudo, o Poder Público não tem oferecido
da forma mais adequada sua contrapartida à sociedade, na forma de
serviços públicos como educação, saúde,
saneamento básico, segurança e infra-estrutura.
Assim é que, aos olhos do cidadão comum, o Brasil vive uma
realidade dúbia: o Poder Público cobra impostos de 1º mundo
e oferece serviços de 3º mundo. Os altos índices de sonegação
fiscal e corrupção contribuem para que o montante arrecadado
de impostos seja sempre menor que o necessário. Desta forma, quem
mais sente o impacto da carga tributária é o trabalhador que
tem o Imposto de Renda descontado na fonte, e o consumidor final. O combate à sonegação
e à fraude fiscal é um dos desafios que devem ser enfrentados
com urgência pela sociedade, quer pela adoção de mecanismos
mais eficientes por parte da administração tributária,
quer pela adoção de normas legais ( e o cumprimento efetivo
das que já existem) que coíbam estas práticas.
Demais disso, a necessidade de se estabelecer limites ao poder de instituir
e cobrar tributos por parte dos governantes, representa um dos fatores determinantes
na construção do Estado Moderno. O estabelecimento de uma tributação
motivada, fundada em princípios constitucionais legitimamente estabelecidos
e amparada pela estabilidade do ordenamento constitui hoje objetivo fundamental
da República Federativa do Brasil, estando expresso que "Constituem
objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir
uma sociedade livre, justa e solidária (Art. 3º, I, da Constituição
Federal de 1988)".
Nesse contexto, as limitações à indiscriminada instituição
e cobrança de tributos, estão, em última análise,
concentradas na idéia de justiça tributária, sendo esta
conseqüência direta do objetivo fundamental da República
na construção de uma sociedade justa.
Está claro, portanto, que o princípio da justiça tributária
precede as demais normas tributárias do ordenamento jurídico,
funcionando como uma norma de segundo grau incidente e reguladora das demais.
O tema da justiça tributária está intimamente ligado
aos princípios constitucionais, sendo estes os enunciadores dos objetivos
fundamentais da República. Trata-se de um tema presente na própria
evolução dos povos, e que hoje se encontra consubstanciado
na noção de Estado Democrático de Direito.
O poder de tributar do Estado deve ser entendido de maneira restrita e limitada,
pela qual o Estado exerce uma faculdade jurídica para exigir tributos.
As limitações ao poder de tributar são um importante
instrumento de controle dos entes políticos, assim, o poder/direito
de tributar deferido às pessoas estatais investidas de capacidade
política não deve ser exercida com desrespeito aos direitos
públicos subjetivos dos contribuintes ou com ofensa às limitações
constitucionais que restringem o desempenho, pelas entidades tributantes,
de sua competência impositiva.
As considerações anteriores suscitam, doravante, a necessidade
de que seja revisto o conceito de eqüidade fiscal, vez que sem que nada
seja alterado, os mais pobres e com menor mobilidade terão de escolher
entre menos serviços estatais e impostos maiores.
Assim é que, o sucesso da reforma tributária depende da harmonização
dos conjuntos dos fatores antes analisados, assegurando um nível de
tributação suportável por longo tempo, além de
buscar melhor distribuição da carga tributária, fechando
o círculo vicioso da injustiça fiscal.
Em conclusão, a questão é que o sistema tributário
brasileiro precisa ser aperfeiçoado e adequado à nova realidade
internacional e social em que vive o país, e essas devem ser, portanto,
as principais metas da reforma.
Finalizando, o país encontra-se, de novo, frente-a-frente com uma
grande oportunidade de promover mudanças que corrijam as mazelas do
sistema, promova estimulo à atividade econômica, controle e
reduza a crise de desemprego que se alastra pelo Brasil.
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| Interior |
O presidente do Conselho Regional de Contabilidade
do Estado do Rio de Janeiro, Nelson Rocha, esteve em São João
de Meriti, Macaé, Nova Friburgo e Araruama para realizar palestra,
sobre a Reforma Tributária, onde apresentou os detalhes da proposta
encaminhada ao Congresso Nacional e a proposta enviada pelo sistema CFC/CRCs.
No dia 19 de agosto, o representante do CRC-RJ em São João de Meriti,
Sinésio da Fonseca, recebeu o presidente Nelson Rocha no Colégio
Fluminense, em Vilar dos Teles, onde dezenas de profissionais e estudantes de
contabilidade puderam acompanhar a palestra.
No dia 30 de agosto, foi a vez da cidade de Macaé receber Nelson Rocha.
A palestra aconteceu no Sesi local com a presença de profissionais da área
contábil e representantes de vários segmentos da sociedade. O representante
do Sesi, João Elias da Silva, destacou a parceria do CRC-RJ e Sesi, que
cedeu o teatro, em poder disponibilizar palestra cujo tema afeta a todos. O secretário
municipal da Indústria e Comércio, Jorge Tavares, também
esteve presente e ressaltou que o município está sempre à disposição
para ajudar e participar de eventos importantes como aquele, organizado pelo
CRC-RJ e pela representante do Conselho em Macaé, Jussara Vidal.
No dia 18 de setembro, foi a vez da cidade de Nova Friburgo, na região
serrana, receber o presidente do CRC-RJ para sua palestra sobre Reforma Tributária.
O evento aconteceu na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas - CDL Nova
Friburgo e reuniu dezenas de profissionais de contabilidade e estudantes, além
de membros da sociedade friburguense e da representante do CRC em Friburgo, Guiomar
Peres da Silva.
Dando continuidade ao ciclo de palestras programadas sobre o tema Reforma Tributária,
no dia 22 de setembro, Nelson Rocha esteve em Araruama, no teatro municipal para
apresentar os detalhes do tema tão discutido em todo o país e que
havia sido encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação. No
dia 30, a Associação Comercial de Bangu recebeu Nelson Rocha para
um almoço/palestra sobre a Reforma Tributária onde estiveram presentes
representantes de vários setores, além de contabilistas da localidade,
como a conselheira do CRC-RJ, Rosimeri Andrade Barros. |
A Associação Comercial e Industrial
de Nova Iguaçu (Acini) realizou solenidade de entrega do prêmio "Industrial
e Comerciante do Ano" no dia 15 de setembro em sua sede. O evento,
que teve a participação de várias autoridades locais
e representantes do município e estado, foi aberto pelo presidente
da Acini, Uéliton Pessanha de Carvalho. O prêmio de Industrial
do Ano foi entregue ao empresário Erick Gussler e o de Comerciante
do Ano para Jorge Cleber Bastos Nobre.
O presidente do CRC-RJ, Nelson Rocha, foi agraciado com o prêmio de Destaque
do Ano de 2003, entregue pelo representante do CRC-RJ em Nova Iguaçu e
membro da diretoria da Acini, Manoel Lauro de Matos. |
Instituições
de Nova Iguaçu recebem alimentos doados pelo CRC-RJ |
Os cursos e palestras realizados em Nova Iguaçu
arrecadaram, no mês de agosto, 275 kg de alimentos não perecíveis
que foram entregues a duas instituições: Escola Comunitária
Nova Geração e Fundação Assistencial Santa
Bárbara. A primeira possui sete anos de existência e nunca
teve ajuda governamental, recebendo 300 crianças carentes em três
turnos diferentes. Os professores são voluntários e recebem
apenas uma ajuda de custo e ministram também aulas de informática
e capoeira. À noite, a escola fornece jantar para 30 pessoas carentes
do bairro, com idade de um a 90 anos. O diretor-presidente da Nova Geração,
José Paulo da Silva, recebeu membros da comissão de Ação
Social do CRC-RJ e o presidente Nelson Rocha, que fizeram a entrega dos
alimentos juntamente com o representante do CRC na localidade, Manoel
Lauro de Matos.
A segunda instituição beneficiada atende a 36 carentes, variando
de nove meses a 17 anos de idade, entre meninos e meninas que foram encaminhados à Fundação
por terem sido abandonados, vítimas de violência, ou serem portadores
do vírus HIV. Passando por obras para melhor acomodar as crianças,
a Fundação Assistencial Santa Bárbara também vive
de doações como a dos alimentos doados pelo CRC-RJ e entregues
no local pela Comissão da Ação Social e pelo presidente
Nelson Rocha. |
Luiz Gonzaga Pedrosa da Silva, representante
da Delegacia de Volta Redonda, foi designado, pelo prefeito, Antônio
Francisco Neto, para compor a Junta de Recursos Fiscais do município
como um dos suplentes dos Representantes dos Contribuintes, com mandato
de três anos. Luiz foi indicado pelo Conselho Regional de Contabilidade
do Estado do Rio de Janeiro.
Sinésio Fonseca de Souza, representante da Delegacia de São João
de Meriti, foi nomeado pelo prefeito da cidade, Antonio de Carvalho, para o cargo
de subsecretário de Assuntos Fundiários, da Secretaria de Obras
e Urbanismo.
A função está sendo exercida desde 8 de maio de 2003. |
O
Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro
(CRC-RJ) promoveu, nos dias 18 e 19 de julho de 2003, um curso
de ICMS - Substituição
Tributária ministrado pela advogada tributarista Rose Marie de
Bom, na Associação dos Contabilistas de Araruama (ACA).
Com as inscrições do curso foram arrecadados 122 litros de leite,
doados para a Assistência Filantrópica a AIDS de Araruama (AFADA). |
Encontro dos Contabilistas do
Litoral Fluminense
Dia 28 de novembro de 2003
E.C. Fluminense - Rio Bonito - RJ
Informações: (21) 2734-2381 |
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