Segunda-feira, 23 de julho de 2007
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ANO X - Nº 109 - SETEMBRO/OUTUBRO - 2003 - Página 03
Visão Contábil
Diva Maria de Oliveira Gesualdi
Contadora e Conselheira do CRC-RJ
Juízo de Valor e Consciência Ética

Numa escala de 0 a 100 o que é muito? A resposta poderia ser um vago: Depende. Depende de que parâmetros utilizaremos para o julgamento. Num recipiente de comida, um grama de sal a mais pode ser muito. Na luta pelo equilíbrio biológico, centenas de milhares de anticorpos podem ser pouco.
Tudo vai depender de nossos valores de referência, mas de onde virão esses valores? Onde iremos buscar nossos parâmetros? Como formar juízo de valor sobre as coisas cotidianas, sem que as referências esbarrem em juízos já formados e travestidos de "padrão"?
Ao nos depararmos, todos os dias, com notícias como: "dos cinqüenta municípios fiscalizados, cinco tiveram suas contas aprovadas e quarenta e cinco reprovadas"; "pessoas morrem por agressões sofridas"; "empresas fecham devido a procedimentos irregulares"; "pessoas são prejudicadas por atos injustos praticados" somos levados a acreditar que isso é muito, e que temos um mundo irremediavelmente contaminado. Mergulhados na descrença, importamos os valores errados como referência e nos surpreendemos com o bem, como se ele fosse a exceção e não a regra.
Entretanto, ainda há muitos que vivem a moral Kantiana, de fazer o que é certo, apenas por que é certo e não porque isso o conduzirá a qualquer plano de satisfação. Usando a consciência ética para tomar decisões imparciais, justas e dentro das normas estabelecidas. Decisões mal tomadas podem causar prejuízo a toda uma sociedade e por muito tempo.
Devemos incentivar e divulgar valores positivos. A mídia, com o seu poder formador de juízos de valor, deveria informar a sociedade sobre ações, resultados e pesquisas desenvolvidas em áreas diversas, fornecendo exemplos de atitudes positivas que impulsionam a humanidade. Tudo o que pudesse contribuir para a formação de uma maior consciência ética.
No fundo, todos queremos estar ao lado de quem tem suas "contas aprovadas", queremos que nossas crianças admirem e imitem os mocinhos e não os bandidos. Para isso precisamos que nossos valores de referência reflitam a realidade, a realidade dos profissionais, e, em especial, os de contabilidade, que buscam transmitir os resultados e as informações com a qualidade e lisura que a sociedade merece e espera. A realidade dos estudantes que buscam o conhecimento e o crescimento pessoal; das instituições de ensino que se preocupam em preparar nossos futuros profissionais, não somente na técnica, mas também na ética. A realidade da sociedade que ao buscar seus profissionais, inclui nessa escolha padrões éticos, para que os resultados apresentados tenham credibilidade. A realidade de governos que buscam na justiça, honestidade e bem comum, a mola mestra de suas decisões. A realidade das pessoas que, a exemplo da canção, têm uma estranha mania de ter fé na vida


Direitos & Deveres
Walter Carlos Conceição
Contador e Conselheiro do CRC-RJ
A REFORMA TRIBUTÁRIA E A JUSTIÇA SOCIAL

O debate público sobre tributação no Brasil continua marcado por mitos e lacunas. Muito se fala em reformar profundamente o sistema tributário que pouco se conhece.
Dentre os congressistas a maioria é favorável a uma reforma ampla e profunda, porém somente uma parcela ínfima julga-se muito bem informada sobre o sistema tributário que gostariam de mudar tão radicalmente.
A estrutura de arrecadação do atual sistema tributário nacional foi delineada, em grande medida, na reforma realizada no final da década de 60. Desde então, passando pelas alterações introduzidas pela Constituição de 1988, foram sendo feitas diversas modificações na legislação, que, embora não mudassem profundamente tal estrutura, paulatinamente foram comprometendo a qualidade da tributação brasileira.
Há mais de uma década, discute-se a necessidade de se fazer uma reforma tributária. Assim, cresceu o entendimento em torno de que o sistema é extremamente prejudicial à participação da economia brasileira nos fluxos financeiros globais e, em particular, de produtos e investimentos diretos.
A despeito da reforma tributária que se vem discutindo atualmente no Congresso Nacional, não há evidências de que a carga tributária possa diminuir nos próximos anos. Os encargos da dívida pública, a existência de uma demanda reprimida por gastos, notadamente nas áreas sociais, tornam a receita tributária inflexível à queda.
Curioso notar, entretanto, que buscam concluir que todos sempre ganham, apesar de ninguém perder.
Por outro lado, o modelo tributário brasileiro é alvo de críticas por parte da sociedade civil, já que a carga tributária é uma das mais altas do mundo. Contudo, o Poder Público não tem oferecido da forma mais adequada sua contrapartida à sociedade, na forma de serviços públicos como educação, saúde, saneamento básico, segurança e infra-estrutura.
Assim é que, aos olhos do cidadão comum, o Brasil vive uma realidade dúbia: o Poder Público cobra impostos de 1º mundo e oferece serviços de 3º mundo. Os altos índices de sonegação fiscal e corrupção contribuem para que o montante arrecadado de impostos seja sempre menor que o necessário. Desta forma, quem mais sente o impacto da carga tributária é o trabalhador que tem o Imposto de Renda descontado na fonte, e o consumidor final. O combate à sonegação e à fraude fiscal é um dos desafios que devem ser enfrentados com urgência pela sociedade, quer pela adoção de mecanismos mais eficientes por parte da administração tributária, quer pela adoção de normas legais ( e o cumprimento efetivo das que já existem) que coíbam estas práticas.
Demais disso, a necessidade de se estabelecer limites ao poder de instituir e cobrar tributos por parte dos governantes, representa um dos fatores determinantes na construção do Estado Moderno. O estabelecimento de uma tributação motivada, fundada em princípios constitucionais legitimamente estabelecidos e amparada pela estabilidade do ordenamento constitui hoje objetivo fundamental da República Federativa do Brasil, estando expresso que "Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: I - construir uma sociedade livre, justa e solidária (Art. 3º, I, da Constituição Federal de 1988)".
Nesse contexto, as limitações à indiscriminada instituição e cobrança de tributos, estão, em última análise, concentradas na idéia de justiça tributária, sendo esta conseqüência direta do objetivo fundamental da República na construção de uma sociedade justa.
Está claro, portanto, que o princípio da justiça tributária precede as demais normas tributárias do ordenamento jurídico, funcionando como uma norma de segundo grau incidente e reguladora das demais.
O tema da justiça tributária está intimamente ligado aos princípios constitucionais, sendo estes os enunciadores dos objetivos fundamentais da República. Trata-se de um tema presente na própria evolução dos povos, e que hoje se encontra consubstanciado na noção de Estado Democrático de Direito.
O poder de tributar do Estado deve ser entendido de maneira restrita e limitada, pela qual o Estado exerce uma faculdade jurídica para exigir tributos. As limitações ao poder de tributar são um importante instrumento de controle dos entes políticos, assim, o poder/direito de tributar deferido às pessoas estatais investidas de capacidade política não deve ser exercida com desrespeito aos direitos públicos subjetivos dos contribuintes ou com ofensa às limitações constitucionais que restringem o desempenho, pelas entidades tributantes, de sua competência impositiva.
As considerações anteriores suscitam, doravante, a necessidade de que seja revisto o conceito de eqüidade fiscal, vez que sem que nada seja alterado, os mais pobres e com menor mobilidade terão de escolher entre menos serviços estatais e impostos maiores.
Assim é que, o sucesso da reforma tributária depende da harmonização dos conjuntos dos fatores antes analisados, assegurando um nível de tributação suportável por longo tempo, além de buscar melhor distribuição da carga tributária, fechando o círculo vicioso da injustiça fiscal.
Em conclusão, a questão é que o sistema tributário brasileiro precisa ser aperfeiçoado e adequado à nova realidade internacional e social em que vive o país, e essas devem ser, portanto, as principais metas da reforma.
Finalizando, o país encontra-se, de novo, frente-a-frente com uma grande oportunidade de promover mudanças que corrijam as mazelas do sistema, promova estimulo à atividade econômica, controle e reduza a crise de desemprego que se alastra pelo Brasil.

Interior
Reforma Tributária é tema de palestra no interior
O presidente do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro, Nelson Rocha, esteve em São João de Meriti, Macaé, Nova Friburgo e Araruama para realizar palestra, sobre a Reforma Tributária, onde apresentou os detalhes da proposta encaminhada ao Congresso Nacional e a proposta enviada pelo sistema CFC/CRCs.
No dia 19 de agosto, o representante do CRC-RJ em São João de Meriti, Sinésio da Fonseca, recebeu o presidente Nelson Rocha no Colégio Fluminense, em Vilar dos Teles, onde dezenas de profissionais e estudantes de contabilidade puderam acompanhar a palestra.
No dia 30 de agosto, foi a vez da cidade de Macaé receber Nelson Rocha. A palestra aconteceu no Sesi local com a presença de profissionais da área contábil e representantes de vários segmentos da sociedade. O representante do Sesi, João Elias da Silva, destacou a parceria do CRC-RJ e Sesi, que cedeu o teatro, em poder disponibilizar palestra cujo tema afeta a todos. O secretário municipal da Indústria e Comércio, Jorge Tavares, também esteve presente e ressaltou que o município está sempre à disposição para ajudar e participar de eventos importantes como aquele, organizado pelo CRC-RJ e pela representante do Conselho em Macaé, Jussara Vidal.
No dia 18 de setembro, foi a vez da cidade de Nova Friburgo, na região serrana, receber o presidente do CRC-RJ para sua palestra sobre Reforma Tributária. O evento aconteceu na sede da Câmara dos Dirigentes Lojistas - CDL Nova Friburgo e reuniu dezenas de profissionais de contabilidade e estudantes, além de membros da sociedade friburguense e da representante do CRC em Friburgo, Guiomar Peres da Silva.
Dando continuidade ao ciclo de palestras programadas sobre o tema Reforma Tributária, no dia 22 de setembro, Nelson Rocha esteve em Araruama, no teatro municipal para apresentar os detalhes do tema tão discutido em todo o país e que havia sido encaminhado ao Congresso Nacional para aprovação. No dia 30, a Associação Comercial de Bangu recebeu Nelson Rocha para um almoço/palestra sobre a Reforma Tributária onde estiveram presentes representantes de vários setores, além de contabilistas da localidade, como a conselheira do CRC-RJ, Rosimeri Andrade Barros.

Presidente do CRC-RJ recebe homenagem da Acini

A Associação Comercial e Industrial de Nova Iguaçu (Acini) realizou solenidade de entrega do prêmio "Industrial e Comerciante do Ano" no dia 15 de setembro em sua sede. O evento, que teve a participação de várias autoridades locais e representantes do município e estado, foi aberto pelo presidente da Acini, Uéliton Pessanha de Carvalho. O prêmio de Industrial do Ano foi entregue ao empresário Erick Gussler e o de Comerciante do Ano para Jorge Cleber Bastos Nobre.
O presidente do CRC-RJ, Nelson Rocha, foi agraciado com o prêmio de Destaque do Ano de 2003, entregue pelo representante do CRC-RJ em Nova Iguaçu e membro da diretoria da Acini, Manoel Lauro de Matos.
Instituições de Nova Iguaçu recebem alimentos doados pelo CRC-RJ
Os cursos e palestras realizados em Nova Iguaçu arrecadaram, no mês de agosto, 275 kg de alimentos não perecíveis que foram entregues a duas instituições: Escola Comunitária Nova Geração e Fundação Assistencial Santa Bárbara. A primeira possui sete anos de existência e nunca teve ajuda governamental, recebendo 300 crianças carentes em três turnos diferentes. Os professores são voluntários e recebem apenas uma ajuda de custo e ministram também aulas de informática e capoeira. À noite, a escola fornece jantar para 30 pessoas carentes do bairro, com idade de um a 90 anos. O diretor-presidente da Nova Geração, José Paulo da Silva, recebeu membros da comissão de Ação Social do CRC-RJ e o presidente Nelson Rocha, que fizeram a entrega dos alimentos juntamente com o representante do CRC na localidade, Manoel Lauro de Matos.
A segunda instituição beneficiada atende a 36 carentes, variando de nove meses a 17 anos de idade, entre meninos e meninas que foram encaminhados à Fundação por terem sido abandonados, vítimas de violência, ou serem portadores do vírus HIV. Passando por obras para melhor acomodar as crianças, a Fundação Assistencial Santa Bárbara também vive de doações como a dos alimentos doados pelo CRC-RJ e entregues no local pela Comissão da Ação Social e pelo presidente Nelson Rocha.
Representantes do CRC-RJ assumem cargos no interior
Luiz Gonzaga Pedrosa da Silva, representante da Delegacia de Volta Redonda, foi designado, pelo prefeito, Antônio Francisco Neto, para compor a Junta de Recursos Fiscais do município como um dos suplentes dos Representantes dos Contribuintes, com mandato de três anos. Luiz foi indicado pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro.
Sinésio Fonseca de Souza, representante da Delegacia de São João de Meriti, foi nomeado pelo prefeito da cidade, Antonio de Carvalho, para o cargo de subsecretário de Assuntos Fundiários, da Secretaria de Obras e Urbanismo.
A função está sendo exercida desde 8 de maio de 2003.
AFADA recebe doação de curso promovido pelo CRC-RJ
O Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ) promoveu, nos dias 18 e 19 de julho de 2003, um curso de ICMS - Substituição Tributária ministrado pela advogada tributarista Rose Marie de Bom, na Associação dos Contabilistas de Araruama (ACA).
Com as inscrições do curso foram arrecadados 122 litros de leite, doados para a Assistência Filantrópica a AIDS de Araruama (AFADA).
VII Encon
Encontro dos Contabilistas do Litoral Fluminense
Dia 28 de novembro de 2003
E.C. Fluminense - Rio Bonito - RJ
Informações: (21) 2734-2381
 
PÁGINAS : 01 - 02 - 03 - 04 - 05 - 06 - 07
Praça Pio X, 78 6º 8º 10º andares Centro Rio de JaneiroRJ
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