| Artigo
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Guilherme Tostes
Conselheiro do CRC-RJ |
No
Limite |
Mais uma vez a Reforma
Tributária volta a ser o centro das atenções. Se
bem me lembro, esta é a terceira vez desde a promulgação
da atual Constituição, que nosso Congresso se mobiliza
para reformar a estrutura de nossos tributos e suas aplicações.
Ao que parece, como das outras vezes, a carga irá aumentar e
teremos que nos acostumar com alguma nova sigla.
Os profissionais da contabilidade devem estar atentos às votações.
Mesmo que não possamos estar acordados todas as madrugadas, assistindo à TV
Câmara, podemos e devemos acompanhar todas as notícias veiculadas
nos meios de comunicação. Não apenas porque as novas regras
afetarão a vida de nossos clientes, como principalmente, mexe com os interesses
de todos os contribuintes.
Dentre tantas normas e leis que passam pelo nosso Legislativo, nesta época
de Reformas, algumas parecem passar despercebidas. Quase por encanto, a sociedade
se vê surpreendida com uma lei votada, promulgada e sancionada, afetando
a vida e principalmente o orçamento de milhares de pessoas. Tome-se por
exemplo a Lei Complementar 116 de 31 de julho deste ano.
Com a provável intenção de pacificar e regular diversas
questões referentes ao ISS, o Governo Federal sancionou a LC 116. O objetivo
de diminuir a guerra fiscal desleal entre municípios é louvável,
bem como positivos serão os efeitos de uma lei federal regendo, como guia,
as legislações municipais, facilitando sua uniformização
e compreensão. Os grandes municípios com os quais tive a oportunidade
de entrar em contato vêm encaminhando às suas Câmaras de Vereadores,
projetos de lei adequando-se à LC 116, considerando o artigo 9 do Decreto-Lei
406/68 revogado tacitamente. Traduzindo: por este entendimento fica extinta a
figura da sociedade uniprofissional que paga seu ISS fixo, conforme o número
de profissionais. Milhares de profissionais liberais vão ter sua carga
tributária elevada em mais de 33% em alguns casos. Não consigo
acreditar que estejamos falando de um aumento tão relevante da arrecadação,
que compense a inviabilização econômica de tantos contribuintes.
Entre os quais milhares de profissionais de contabilidade, que serão atingidos
em cheio pela lei.
Os empresários prestadores de serviços contábeis estão
numa das faixas mais tributadas do país, cerca de 52% de acordo com um
estudo da Fundação Getúlio Vargas, a pedido da FENACON -
Federação Nacional a qual se vinculam estas empresas. Um aumento
da carga tributária via ISS, advindo do entendimento que houve uma revogação
tácita do artigo 9, será desastroso para um setor forte contratante
de mão-de-obra, que pleiteia há anos a possibilidade de aderir
ao SIMPLES, como forma de elevar a geração de empregos. Dificilmente
estas empresas poderão repassar o aumento da base de cálculo da
Contribuição Social pelo Lucro Presumido, tendo que arcar com o
custo em suas parcas margens de lucro. O mesmo aconteceu com aquelas empresas
do Lucro Real que perceberam um aumento significativo da sua carga de PIS, no
início do ano, já que o maior componente destas empresas é mão-de-obra,
que não gera crédito do tributo. Vale lembrar que ainda não
entraram em vigor as medidas que estão sendo discutidas na reforma.
Certa vez me descreveram o contabilista como aquele capaz de transcrever a realidade à sua
volta através dos números. Tomando-se como verdade, somos profissionais
munidos de capacidade e nível técnico suficientes para manifestar
que ultrapassou-se o limite. Neste momento os bons contribuintes sofrem uma carga
injusta, num sistema de arrecadação contaminado pela informalidade.
Acredito que a classe contábil nunca se fez tão presente nas discussões
da Reforma Tributária como agora, contribuindo sobremaneira para a melhoria
dos projetos. As entidades representativas de nossa classe vêm mostrando
muita disposição e ganhando cada vez mais respeito. Mas cabe a
cada um de nós, como cidadãos, manifestar dentro de nossas limitações
legais, nossa opinião a respeito da matéria tributária.
Façamos um esforço e tentemos nos lembrar em quem votamos para
o Legislativo dos três níveis. Ainda há tempo. Não
quero ser surpreendido novamente. |
| Marketing Pessoal |
Eduardo Tinoco
Empresário e publicitário |
AGENDE-SE! |
Tem a ver com organize-se, ou melhor ainda,
com o seu marketing pessoal. Quer ver e sentir a importância da
agenda? Então vamos lá!
- Quantos novos amigos foram feitos no âmbito comercial?
- Tem o cartão de visitas de cada um, ou seus dados mais importantes como
telefone e e-mail?
- Qual a área de atuação na empresa?
- Se quer estreitar laços, um dos caminhos mais curtos é obter
a data de aniversário. Já conseguiu? Mas não se esqueça
das relações particulares. Também são muito importantes.
Amigos mais íntimos e parentes têm que receber tratamento idêntico.
Então vamos atacar o bê-a-ba da agenda. Tenha sempre o nome da pessoa,
empresa, telefones, e-mail, aniversário e endereço. É o
mínimo, o básico que já lhe permite se inserir com competência
nesse mundo globalizado onde já não se pode confiar apenas na memória.
Lembrete - como qualquer agenda que se confie, a sua, a minha, a nossa tem que
ser constantemente ATUALIZADA para que funcione a contento e não nos deixe, às
vezes, em situação ridícula.
Pelo menos uma vez por mês ligue para seus contatos / amigos. Você se
faz presente, lembrado e mostra que dá a devida importância a essa
relação. E ainda verifica se os dados estão atualizados.
Abraços breves. |
| Especial |
Entregue o 1º Certificado
Empresa Cidadã |
Prestes a comemorar um ano
de lançamento, o "Certificado Empresa Cidadã" foi
entregue a oito empresas, além de uma menção honrosa,
durante solenidade no auditório da Federação das
Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no dia 24 de
setembro de 2003.
Lançado em 21 de novembro de 2002 pelo Conselho Regional de Contabilidade
do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ), em parceria com a Federação
do Comércio do Estado do Rio Janeiro (Fecomércio) e a Firjan,
o certificado tem o objetivo de promover a realização dos balanços
sociais pelas empresas do Estado e de atestar o seu verdadeiro compromisso
social.
Representando o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, o vice-presidente
da entidade, Luso Soares da Costa, falou sobre a importância deste resultado,
parabenizando os premiados e ressaltando a importância das pequenas e
médias empresas para o desenvolvimento do país. "O Certificado
Empresa Cidadã engloba quase todas as empresas nacionais. As pequenas
e médias têm uma dificuldade em se manter. A figura do empresário
não tem o mesmo prestígio que nos Estados Unidos. A palavra comerciante é tida
como pejorativa, quando não deveria. O mascate, símbolo da Fecomércio,
também era tido como pejorativo. Estamos premiando as grandes empresas,
mas também precisamos premiar as pequenas e médias empresas.
Este é o caminho", disse.
Quem também defendeu a importância das pequenas e médias
empresas foi Luiz Chor, presidente do Conselho Empresarial de Responsabilidade
Social do Sistema FIRJAN, que, representando o presidente da Federação,
Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, ainda parabenizou os premiados e
o presidente do CRC-RJ, Nelson Rocha, pela iniciativa deste projeto. "Fico
satisfeito em saber que das oito empresas premiadas, seis estão no conselho
da Firjan. Entretanto, ainda temos que dar instrumentos às empresas
industriais ou não, para que se tornem empresas cidadãs",
analisa.
Em seguida, o presidente do CRC-RJ, Nelson Rocha, falou sobre a importância
do Certificado, destacando a parceria realizada com as federações
para a realização deste projeto, além de parabenizar os
premiados e a comissão do CRC-RJ, responsável pela elaboração
do regulamento. "O Certificado foi criado quando ainda não era
presidente do CRC-RJ, mas achei muito importante dar continuidade a este projeto.
Este certificado não só estimula, mas também reconhece
a importância destas empresas. O Estado do Rio de Janeiro já não
consegue ajudar a sociedade sozinho, e estas empresas vieram para ajudar. É a
primeira vez que se tem um certificado e reconhecimento público das
empresas que investem no social. Estas empresas merecem um reconhecimento.
Meu sonho é transformar este certificado numa espécie de ISO,
com uma grande amplitude nacional, que seja representativo e reconhecido pela
sociedade. Precisamos resgatar este papel que as empresas têm na área
social. As ISOs começaram desta forma. Parabenizo os premiados, mas
aviso àquelas que não conseguiram, para que não desistam,
pois o Certificado é anual", destacou.
Segundo a comissão, coordenada pelo contador Jorge Ribeiro dos Passos
Rosa, que conta ainda com a participação dos contadores Guilherme
Tostes, Lygia Maria Sampaio, Araceli Ferreira e Francisco José dos Santos
Alves, todas as empresas que atingem a nota mínima exigida pelo regulamento
são certificadas. O regulamento leva em conta a transparência
das informações contábeis e sociais; os indicadores de
investimento, de recursos humanos e sociais externos; dados sobre o corpo funcional
e relevantes de exercício de cidadania.
A seguir, as empresas premiadas:
Certificado Empresa Cidadã
Companhia Estadual de Águas e Esgotos - Cedae
Companhia Vale do Rio Doce
Shell Brasil S.A
Sul América Companhia Nacional de Seguros
Light Serviços de Eletricidade S.A
Petróleo Brasileiro S.A - Petrobras
Petroflex Indústria e Comércio S.A
Furnas - Centrais Elétricas S.A
Menção Honrosa
Associação Balbina Fonseca |
| Informática |
Criando um novo usuário
no programa Decore |
O programa do Decore pode ser usado por
mais de um contabilista. Esta facilidade visa a uma melhor organização,
pois cada profissional pode manter um controle maior sobre as
etiquetas que foram emitidas.
Para criar um usuário no programa Decore, siga os passos descritos
abaixo:
1º Abra o programa Decore, na tela de entrada não digite nada. Clique
em "profissionais".

2º Na tela seguinte, clique no ícone "inclui profissional".
Em seguida digite o nome desejado.

3º Clique em "Sim" para criar o profissional. O programa
irá perguntar se você deseja importar dados de uma versão
anterior do Decore. Clique em "Não".

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