Segunda-feira, 23 de julho de 2007
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ANO X - Nº 109 - SETEMBRO/OUTUBRO - 2003 - Página 07
Artigo
Guilherme Tostes
Conselheiro do CRC-RJ
No Limite
Mais uma vez a Reforma Tributária volta a ser o centro das atenções. Se bem me lembro, esta é a terceira vez desde a promulgação da atual Constituição, que nosso Congresso se mobiliza para reformar a estrutura de nossos tributos e suas aplicações. Ao que parece, como das outras vezes, a carga irá aumentar e teremos que nos acostumar com alguma nova sigla.
Os profissionais da contabilidade devem estar atentos às votações. Mesmo que não possamos estar acordados todas as madrugadas, assistindo à TV Câmara, podemos e devemos acompanhar todas as notícias veiculadas nos meios de comunicação. Não apenas porque as novas regras afetarão a vida de nossos clientes, como principalmente, mexe com os interesses de todos os contribuintes.
Dentre tantas normas e leis que passam pelo nosso Legislativo, nesta época de Reformas, algumas parecem passar despercebidas. Quase por encanto, a sociedade se vê surpreendida com uma lei votada, promulgada e sancionada, afetando a vida e principalmente o orçamento de milhares de pessoas. Tome-se por exemplo a Lei Complementar 116 de 31 de julho deste ano.
Com a provável intenção de pacificar e regular diversas questões referentes ao ISS, o Governo Federal sancionou a LC 116. O objetivo de diminuir a guerra fiscal desleal entre municípios é louvável, bem como positivos serão os efeitos de uma lei federal regendo, como guia, as legislações municipais, facilitando sua uniformização e compreensão. Os grandes municípios com os quais tive a oportunidade de entrar em contato vêm encaminhando às suas Câmaras de Vereadores, projetos de lei adequando-se à LC 116, considerando o artigo 9 do Decreto-Lei 406/68 revogado tacitamente. Traduzindo: por este entendimento fica extinta a figura da sociedade uniprofissional que paga seu ISS fixo, conforme o número de profissionais. Milhares de profissionais liberais vão ter sua carga tributária elevada em mais de 33% em alguns casos. Não consigo acreditar que estejamos falando de um aumento tão relevante da arrecadação, que compense a inviabilização econômica de tantos contribuintes. Entre os quais milhares de profissionais de contabilidade, que serão atingidos em cheio pela lei.
Os empresários prestadores de serviços contábeis estão numa das faixas mais tributadas do país, cerca de 52% de acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, a pedido da FENACON - Federação Nacional a qual se vinculam estas empresas. Um aumento da carga tributária via ISS, advindo do entendimento que houve uma revogação tácita do artigo 9, será desastroso para um setor forte contratante de mão-de-obra, que pleiteia há anos a possibilidade de aderir ao SIMPLES, como forma de elevar a geração de empregos. Dificilmente estas empresas poderão repassar o aumento da base de cálculo da Contribuição Social pelo Lucro Presumido, tendo que arcar com o custo em suas parcas margens de lucro. O mesmo aconteceu com aquelas empresas do Lucro Real que perceberam um aumento significativo da sua carga de PIS, no início do ano, já que o maior componente destas empresas é mão-de-obra, que não gera crédito do tributo. Vale lembrar que ainda não entraram em vigor as medidas que estão sendo discutidas na reforma.
Certa vez me descreveram o contabilista como aquele capaz de transcrever a realidade à sua volta através dos números. Tomando-se como verdade, somos profissionais munidos de capacidade e nível técnico suficientes para manifestar que ultrapassou-se o limite. Neste momento os bons contribuintes sofrem uma carga injusta, num sistema de arrecadação contaminado pela informalidade. Acredito que a classe contábil nunca se fez tão presente nas discussões da Reforma Tributária como agora, contribuindo sobremaneira para a melhoria dos projetos. As entidades representativas de nossa classe vêm mostrando muita disposição e ganhando cada vez mais respeito. Mas cabe a cada um de nós, como cidadãos, manifestar dentro de nossas limitações legais, nossa opinião a respeito da matéria tributária. Façamos um esforço e tentemos nos lembrar em quem votamos para o Legislativo dos três níveis. Ainda há tempo. Não quero ser surpreendido novamente.
Marketing Pessoal
Eduardo Tinoco
Empresário e publicitário
AGENDE-SE!
Tem a ver com organize-se, ou melhor ainda, com o seu marketing pessoal. Quer ver e sentir a importância da agenda? Então vamos lá!
- Quantos novos amigos foram feitos no âmbito comercial?
- Tem o cartão de visitas de cada um, ou seus dados mais importantes como telefone e e-mail?
- Qual a área de atuação na empresa?
- Se quer estreitar laços, um dos caminhos mais curtos é obter a data de aniversário. Já conseguiu? Mas não se esqueça das relações particulares. Também são muito importantes. Amigos mais íntimos e parentes têm que receber tratamento idêntico.
Então vamos atacar o bê-a-ba da agenda. Tenha sempre o nome da pessoa, empresa, telefones, e-mail, aniversário e endereço. É o mínimo, o básico que já lhe permite se inserir com competência nesse mundo globalizado onde já não se pode confiar apenas na memória.
Lembrete - como qualquer agenda que se confie, a sua, a minha, a nossa tem que ser constantemente ATUALIZADA para que funcione a contento e não nos deixe, às vezes, em situação ridícula.
Pelo menos uma vez por mês ligue para seus contatos / amigos. Você se faz presente, lembrado e mostra que dá a devida importância a essa relação. E ainda verifica se os dados estão atualizados.
Abraços breves.
Especial
Entregue o 1º Certificado Empresa Cidadã

Prestes a comemorar um ano de lançamento, o "Certificado Empresa Cidadã" foi entregue a oito empresas, além de uma menção honrosa, durante solenidade no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), no dia 24 de setembro de 2003.
Lançado em 21 de novembro de 2002 pelo Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ), em parceria com a Federação do Comércio do Estado do Rio Janeiro (Fecomércio) e a Firjan, o certificado tem o objetivo de promover a realização dos balanços sociais pelas empresas do Estado e de atestar o seu verdadeiro compromisso social.
Representando o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, o vice-presidente da entidade, Luso Soares da Costa, falou sobre a importância deste resultado, parabenizando os premiados e ressaltando a importância das pequenas e médias empresas para o desenvolvimento do país. "O Certificado Empresa Cidadã engloba quase todas as empresas nacionais. As pequenas e médias têm uma dificuldade em se manter. A figura do empresário não tem o mesmo prestígio que nos Estados Unidos. A palavra comerciante é tida como pejorativa, quando não deveria. O mascate, símbolo da Fecomércio, também era tido como pejorativo. Estamos premiando as grandes empresas, mas também precisamos premiar as pequenas e médias empresas. Este é o caminho", disse.
Quem também defendeu a importância das pequenas e médias empresas foi Luiz Chor, presidente do Conselho Empresarial de Responsabilidade Social do Sistema FIRJAN, que, representando o presidente da Federação, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, ainda parabenizou os premiados e o presidente do CRC-RJ, Nelson Rocha, pela iniciativa deste projeto. "Fico satisfeito em saber que das oito empresas premiadas, seis estão no conselho da Firjan. Entretanto, ainda temos que dar instrumentos às empresas industriais ou não, para que se tornem empresas cidadãs", analisa.
Em seguida, o presidente do CRC-RJ, Nelson Rocha, falou sobre a importância do Certificado, destacando a parceria realizada com as federações para a realização deste projeto, além de parabenizar os premiados e a comissão do CRC-RJ, responsável pela elaboração do regulamento. "O Certificado foi criado quando ainda não era presidente do CRC-RJ, mas achei muito importante dar continuidade a este projeto. Este certificado não só estimula, mas também reconhece a importância destas empresas. O Estado do Rio de Janeiro já não consegue ajudar a sociedade sozinho, e estas empresas vieram para ajudar. É a primeira vez que se tem um certificado e reconhecimento público das empresas que investem no social. Estas empresas merecem um reconhecimento. Meu sonho é transformar este certificado numa espécie de ISO, com uma grande amplitude nacional, que seja representativo e reconhecido pela sociedade. Precisamos resgatar este papel que as empresas têm na área social. As ISOs começaram desta forma. Parabenizo os premiados, mas aviso àquelas que não conseguiram, para que não desistam, pois o Certificado é anual", destacou.
Segundo a comissão, coordenada pelo contador Jorge Ribeiro dos Passos Rosa, que conta ainda com a participação dos contadores Guilherme Tostes, Lygia Maria Sampaio, Araceli Ferreira e Francisco José dos Santos Alves, todas as empresas que atingem a nota mínima exigida pelo regulamento são certificadas. O regulamento leva em conta a transparência das informações contábeis e sociais; os indicadores de investimento, de recursos humanos e sociais externos; dados sobre o corpo funcional e relevantes de exercício de cidadania.

A seguir, as empresas premiadas:
Certificado Empresa Cidadã
Companhia Estadual de Águas e Esgotos - Cedae
Companhia Vale do Rio Doce
Shell Brasil S.A
Sul América Companhia Nacional de Seguros
Light Serviços de Eletricidade S.A
Petróleo Brasileiro S.A - Petrobras
Petroflex Indústria e Comércio S.A
Furnas - Centrais Elétricas S.A

Menção Honrosa
Associação Balbina Fonseca

Informática
Criando um novo usuário no programa Decore

O programa do Decore pode ser usado por mais de um contabilista. Esta facilidade visa a uma melhor organização, pois cada profissional pode manter um controle maior sobre as etiquetas que foram emitidas.
Para criar um usuário no programa Decore, siga os passos descritos abaixo:

1º Abra o programa Decore, na tela de entrada não digite nada. Clique em "profissionais".

2º Na tela seguinte, clique no ícone "inclui profissional". Em seguida digite o nome desejado.

3º Clique em "Sim" para criar o profissional. O programa irá perguntar se você deseja importar dados de uma versão anterior do Decore. Clique em "Não".





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